20 de fev. de 2009

Carnaval Verde nota DEZ com SOM e IMAGEM

Pessoal,

Após o blog de 18/02 (Carnaval Verde nota DEZ), muitos pediram aqui e pessoalmente, para ouvir a música do samba-enredo do bloco Escravos do Ambiente, dos servidores da Secretaria Estadual do Ambiente do Rio e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O Gusmão, autor do samba-enredo, me enviou a letra completa e vocês podem acompanhar o ensaio geral no vídeo abaixo.

Ótimo carnaval e até março,

De Martini

Escravos do Ambiente

Bebendo cerveja
Reciclando a lata (ta, tá, tá, tá, tá...)
Vamos em frente
Somos do bloco
Escravos do Ambiente

Nossa alegria
É natural
Nossa emissão é zero
A nota é DEZ
No enredo ambiental

(Refrão)
Papel no azul (Hei, hei)
Vidro no verde (Hei, hei)
No amarelo separo o metal.

II

Bebendo cerveja
Reciclando a lata (tá, tá, tá, tá, tá...)
Vamos em frente
Somos do bloco
Os Escravos do Ambiente

Neste carnaval
A SEA vai desfilar
Concentra na Venezuela (no 110)
E vai até a Praça Mauá

(Refrão)
Papel no azul (Hei, hei)
Vidro no verde (Hei, hei)
No amarelo separo o metal.



18 de fev. de 2009

Carnaval Verde nota DEZ

Pessoal,

O polivalente Gusmão, além de presidente da Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca), acumula a presidência da ala de compositores do bloco Escravos do Ambiente, dos servidores da Secretaria Estadual do Ambiente do Rio e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), e é também o autor do samba-enredo do bloco (letra abaixo), cujo tema é uma exaltação à reciclagem.

Bom Carnaval ! De Martini

Escravos do Ambiente

Bebendo cerveja
Reciclando a lata (ta, tá, tá, tá, tá...)
Vamos em frente
Somos do bloco
Escravos do Ambiente
Nossa alegria
É natural
Nossa emissão é zero
A nota é DEZ
No enredo ambiental
(Refrão)
Papel no azul (Hei, hei)
Vidro no verde (Hei, hei)
No amarelo separo o metal.

II

Bebendo cerveja
Reciclando a lata (tá, tá, tá, tá, tá...)
Vamos em frente
Somos do bloco
Os Escravos do Ambiente
Neste carnaval

13 de fev. de 2009

Darwin no Brasil



Pedra do Pico, 1832 e hoje

Pessoal,

Hoje, quando se comemora os 200 anos de nascimento de Charles Darwin, há quase exatos 177 anos atrás, e
m 20 de fevereiro de 1832, a embarcação Beagle da Marinha Real Britânica atingiu o Arquipélago de Fernando de Noronha. A bordo, como naturalista da expedição, estava ... Charles Darwin. O Beagle, que era um navio de pesquisa, realizava sua segunda expedição de levantamento de águas sul-americanas para garantir cartas confiáveis para a navegação segura dos navios ingleses no continente, cada vez mais importante para o comércio e os interesses ingleses.

Foi nesta viagem que Darwin começou a encontrar as evidências para sua teoria da evolução das espécies.

Este desenho de Conrad Martens, que viria a se tornar o desenhista do Beagle, mostra a Pedra do Pico, em Noronha. A diferença entre o desenho e a foto atual no lado esquerdo do morro é em função de um desmoronamento da rocha.

De Martini

9 de fev. de 2009

Museu Sustentável

Pessoal,

Vale a pena passear com este vídeo pelo California Academy of Science, reinaugurado em set/08, que passou a ser considerado o museu mais sustentável do mundo. Por que ? Com planetário, aquário e setor de história natural, o museu possui requisitos para uma construção ser considerada sustentável. Alguns exemplos:

Uso racional da água: adota sistema de captação de água de chuva. O telhado foi construído com plantas, que absorvem 60 % da água de chuva.

Uso racional de energia: possui iluminação e ventilação naturais. A energia usada é 20 % solar.

Uso consciente de materiais: as paredes são construídas com materiais reaproveitados.

Qualidade dos ambientes: ótima renovação do ar interno e espaços bem iluminados. No lugar de ar-condicionado central existem sensores que controlam a abertura e fechamento das janelas em função da temperatura.

Localização: o museu não provocou interferência em local onde o meio ambiente ainda está preservado.

Para quem quer e pode conhecer in loco: 55 Concourse Drive, San Francisco.

De Martini

5 de fev. de 2009

O nó da fiação elétrica

foto: treehugger

Daqui há alguns poucos anos os aparelhos de escritório e domésticos serão em boa parte wireless (sem fio). Enquanto este dia não chega, pare de ler agora este blog, olhe ao redor do seu computador e compare com a foto acima. Se estiver algo parecido, sugiro que você faça uma rearrumação, pois esta situação pode provocar acidentes com riscos de queimaduras por choque elétrico ou incêndio, além de quedas.

De Martini

2 de fev. de 2009

Economia de papel


fonte: treehugger

As oportunidades de redução de resíduos não exigem sempre altas tecnologias ou alternativas complexas e caras. Muitas vezes é preciso apenas treinar o olhar para perceber onde há um potencial de redução. Pode ser até no jeito certo de colocar o rolo de papel higiênico. A forma correta é o rolo da esquerda na primeira figura. Assim, destaca-se menos papel e quando está pendurado o papel não desenrola chegando ao chão.

Desperdício de Embalagens


foto: treehugger

Os menores frascos contem os melhores perfumes. As menores embalagens vem com os melhores exemplos de redução de resíduos. A foto acima é uma forma de mostrar isto pelo exemplo inverso.

O produto embalado é um par de pequenas pilhas perdidas entre uma grande quantidade de embalagens de papel e plástico.O irônico é que as pilhas são recarregáveis e o excesso de residuos de embalagem é um erro grave em produto vendido como ambientalmente sustentável.

De Martini

17 de jan. de 2009

Os Novos Riscos do Trabalho

Pessoal,

As mudanças na sociedade e no mundo provocaram o aparecimento de novos riscos do trabalho. Este assunto foi abordado em um informativo da De Martini Ambiental de nov/2008 e teve uma boa repercussão, sendo replicado por outros informativos digitais, como o do SESI e do Sindusfarma, vale comentar, com a correta fonte de referência. Pela importância do tema, deixo o texto aqui no blog.

De Martini


Novas tecnologias e condições econômicas, sociais, demográficas e até climáticas vêm alterando os ambientes de trabalho e criando novos riscos emergentes para o trabalhador.

Riscos emergentes são:

- Riscos que não existiam; ou

- Riscos que passaram a ser considerados devido ao avanço do conhecimento científico ou novas percepções sociais; ou

- Quando a probabilidade de exposição ao perigo aumenta; ou

- Quando aumenta o número de perigos que conduzem ao risco; ou

- Quando piora o efeito na saúde do trabalhador.

A Agência Européia para a Segurança e Saúde no Trabalho (2005) identificou novos riscos físicos emergentes na Europa e EUA. A seguir, selecionamos alguns destes novos riscos que também são encontrados no Brasil.


Aumento geral da exposição a radiação ultravioleta (UV) por luz solar

Radiação ultravioleta provocada por exposição à luz solar é um risco emergente e crítico no Brasil. Como esta radiação é acumulativa e o trabalhador está exposto ao sol durante o horário de trabalho e também fora dele, deixa-o mais sensível à radiação UV no trabalho. Há necessidade de medidas de prevenção e proteção no local de trabalho.


Falta de atividade física

O aumento de sistemas informatizados com uso de telas e monitores provoca uma postura sentada prolongada no local de trabalho. Também se identificou um período de tempo cada vez maior em postura sentada durante viagens de negócios e locais de trabalho onde se verifica a postura de pé prolongada.

No Brasil, o trânsito cada vez mais intenso nas grandes cidades também provoca período de tempo cada vez maior em postura sentada ou em pé durante o deslocamento casa-trabalho-casa. As conseqüências para a saúde são lesões músculo-esqueléticas nos membros superiores e nas costas, varizes, trombose venosa profunda e obesidade.


Novos tipos de trabalho com exposições múltiplas

Por exemplo, o número crescente de empregos em call-centers que trazem exposições múltiplas: postura sentada prolongada, ruído de fundo, problemas ergonômicos, controle reduzido do trabalho, pressão elevada em termos de prazo, elevada exigência mental e emocional.

As conseqüências para a saúde são lesões músculo-esqueléticas, varizes, doenças do nariz e garganta, alterações da voz, fadiga, estresse e esgotamento.


Complexidade das novas tecnologias e interfaces homem-máquina

As características físicas dos locais de trabalho, como falhas ergonômicas das interfaces homem-máquina, aumentam a pressão mental e emocional nos trabalhadores com possibilidade de risco de acidentes. Exemplos: controle de tráfego aéreo e cirurgia assistida por computador.


Exposição associada a lesões músculo-esqueléticas e a fatores de risco psico-sociais

Problemas psico-sociais acentuam os efeitos de risco físicos, como lesões músculo-esqueléticas. Exemplos de aspectos psico-sociais desfavoráveis são: exigências muito elevadas de trabalho, tarefas complexas, pressão elevada em termos de prazos, controle reduzido do trabalho, baixo nível de decisão, falta de apoio dos colegas, insegurança no trabalho e assédio moral.


Desde que seja citada a fonte, permitimos a reprodução, em qualquer meio, de trechos ou da íntegra deste informativo, sem necessidade de autorização prévia.

7 de jan. de 2009

Auditoria Ambiental nos Estados

Se você pesquisar no Google “auditoria ambiental legal” ou “auditoria ambiental compulsória” encontrará mais de 1600 resultados sobre este assunto. Inicialmente realizada de forma voluntária, a auditoria ambiental vem progressivamente ganhando caráter obrigatório e sendo legalmente exigida por órgãos governamentais de controle ambiental como instrumento legal para o apoio ao licenciamento ambiental. Assim, a auditoria ambiental legal já está sancionada em vários estados do Brasil, tais como:
- Rio de Janeiro (Lei 1898/91)
- Espírito Santo (Lei 4802/93)
- Ceará (Lei 12685/97)
- Santa Catarina (Lei 10720/98)
- Amapá (Lei 485/99)
- Paraná (Lei 13448/02)
- Minas Gerais (Lei 15017/04)
- Paraíba (Portaria 04/04)
- e no Distrito Federal (Lei 3458/04)
O Governo Federal também sancionou um diploma legal para auditoria ambiental bienal através da Resolução CONAMA 306/02 para algumas atividades específicas (como instalações portuárias, refinarias e plataformas de petróleo).

De Martini

6 de jan. de 2009

Por uma auditoria com valor

A Revista Meio Ambiente Industrial (nov/dez 2007) publicou este meu artigo sobre a importância da auditoria conferir valor para a empresa auditada, que retransmito a seguir.

O número de organismos de certificação de Sistemas de Gestão credenciados pelo INMETRO aumentou cerca de 25 % no último ano. A minha primeira impressão é de ânimo, pois este crescimento indica que as empresas, cada vez mais, buscam atestar a conformidade de seus modelos de gestão em relação a requisitos normativos e o fazem através de empresas certificadoras para dar independência a esta atestação. Mas a segunda impressão é de receio: a auditoria pode perder a credibilidade e deixar de ser importante para as organizações.

A relação de certificadoras acreditadas (credenciadas) pelo INMETRO para atuar no Brasil possui excelentes empresas, onde trabalham profissionais reconhecidos internacionalmente e que são requisitados para realizar auditorias em vários países.

Hoje, estes organismos certificadores encontram um mercado de potenciais clientes dividido em dois grupos com necessidades diferentes e claras: as empresas que querem um modelo de Sistema de Gestão que agregue valor ao negócio e outras empresas que mantêm um Sistema de Gestão, em muitos casos aos trancos e barrancos, por exigência do cliente ou como estratégia de marketing.

Minha apreensão é que os organismos de certificação, pressionados pela necessidade de ganhar serviços de auditoria, façam concessões à qualidade destes serviços para reduzir os valores cobrados pela auditoria. Já se percebem alguns sinais desta estratégia suicida, que além de desfigurar a excelente ferramenta que é o processo de auditoria para agregar valor à organização, depredará com a credibilidade da auditoria. Um exemplo: algumas auditorias de certificação se tornaram apenas um burocrático check de conformidade e atendimento aos procedimentos documentados. Outro exemplo: auditores exercendo suas funções sem a competência desejada para entender o processo e avaliá-lo ou confundindo o auditado com interpretações equivocadas.

Para saber se as auditorias de terceira parte (realizadas pelos organismos certificadores), e também as de segunda (avaliação de fornecedores) e primeira (auditorias internas, que podem ser terceirizadas) estão conferindo valor para o negócio da empresa, deve-se identificar se elas estão abastecendo a diretoria de informações relevantes sobre a capacidade da empresa em atingir seus objetivos estratégicos. Também, deve ser avaliado se são identificadas oportunidades de melhoria e potenciais áreas de riscos e se os problemas identificados aumentarão o desempenho da organização quando resolvidos ou se são simplesmente não-conformidades desimportantes e desnecessárias. Em resumo: a auditoria confere valor para a empresa auditada quando ela é ÚTIL.

No caso da certificação de sistemas de gestão ambiental, a certificação ISO 14001 garante que a organização funciona de maneira consistente, atenta com o meio ambiente e que seus empregados e contratados sabem como controlar os aspectos para evitar impactos ambientais. Auditar a Norma ISO 14001 exige competência do auditor para compreender como a empresa construiu seu Sistema de Gestão Ambiental no contexto da ISO 14001, bem como o entendimento do segmento que a empresa atua e seus impactos ambientais potenciais. Para que esta auditoria tenha utilidade para a organização auditada, o auditor deverá identificar o estágio em que a empresa se encontra em relação ao seu desempenho e conscientização ambiental, entender as suas expectativas ambientais, analisar os riscos reais e potenciais do setor que a organização atua e alocar o tempo adequado para a realização da auditoria.

Minha expectativa é a de que o INMETRO, os organismos certificadores e as empresas auditadas busquem o caminho da abordagem correta de auditoria para que a certificação não perca a sua credibilidade e utilidade para a empresa auditada, para a empresa certificadora e para o país. Assim, tenho certeza que a minha primeira impressão é a que ficará e o número de organismos de certificação continuará crescendo de forma consistente por muitos anos ainda.


Luiz Carlos De Martini Junior