23 de jul. de 2009

Gestão de Resíduo Eletrônico - 2

Pessoal,

Uma pesquisa da Nokia revelou que 44 % das pessoas guardam os celulares antigos em casa e só 3 % reciclam seus aparelhos. O celular possui metais pesados, como o cádmio, que podem causar impactos ambientais ao solo e água quando descartados erroneamente.

O primeiro passo na redução de resíduos é avaliar se há a real necessidade da troca do aparelho por outro novo. Em caso positivo, todos os fabricantes e operadoras possuem pontos de coleta que encaminham os aparelhos recolhidos para serem desmontados, triturados e reciclados. Vale a pena.

De Martini

16 de jul. de 2009

Gestão de Resíduo Eletrônico

Pessoal,

Um computador obsoleto ao ser descartado é um lixo eletrônico que contém cerca de:
Plástico: 40 %
Metais: 37 %
Dispositivos eletrônicos: 5 %
Borracha: 1 %
Outros: 17 %
(fonte: Geodis Logistics)

Entre as substâncias tóxicas contidas neste lixo eletrônico estão: mercúrio, chumbo, cádmio, berílio, arsênico e retardantes de chama, que podem provocar diversos danos à saúde.

Enquanto na Europa e EUA já há legislação específica para a destinação correta do lixo eletrônico, ainda não há obrigatoriedade no Brasil, apesar do crescimento gigantesco da vendas de computadores.

Mas algumas iniciativas já podem ser feitas, como a doação para programas de inclusão digital. Por exemplo, o CDI recebe computadores doados. O processador tem que ser Pentium II ou superior, HD com mais de 2 GB e memória RAM com mais de 64 MB. Também recebe caixas de som, hubs, impressoras, kits multimídias, modens, mouses, nobreak, scanners e teclados, desde que estejam em bom estado. O site é http://www.cdi.org.br

Seguindo a hierarquia de gestão de resíduos, o passo seguinte é a reciclagem do lixo eletrônico, pois 94 % do computador pode ser reciclado. Antes de jogar fora um monitor queimado consulte o fabricante se há local para a coleta de peças.

De Martini

13 de jul. de 2009

A Crise e o Desenvolvimento Sustentável

Pessoal,

O ano de 2008 foi um dos dez mais quentes dos últimos 160 anos. Mas quente mesmo vai ser a reunião em dezembro de 2009 quando se definirá o acordo sobre o formato para a segunda fase do Protocolo de Kioto. A reunião em Áquila (Itália) na semana passada mostrou que está difícil chegar ao consenso entre países industrializados, emergentes e os EUA sob nova direção.

Na reunião que aconteceu em dezembro de 2008, na Polônia, o Brasil se comprometeu a diminuir em 40 % a devastação florestal até dezembro de 2009, não por coincidência, mesma data do prazo final do acordo pós -Kioto. O Brasil se esforça em demostrar que é possível diminuir e divulgou este mês uma redução de 80 % do desmatamento a Amazônia Legal de agosto/2008 a janeiro último.


O Jornal do Brasil publicou este meu artigo em 9 de julho de 2007 que trata sobre os 20 anos do conceito "desenvolvimento sustentável" e a imposição dos EUA de só discutir metas climáticas caso sejam obrigatórias também para os países emergentes (Brasil incluído). Pela atualidade do tema nesta fase de revisão do protocolo de Kioto coloco o artigo no blog.

De Martini

A crise e o desenvolvimento sustentável

Luiz Carlos De Martini Junior

O Desenvolvimento Sustentável completa 20 anos marcado pela crise de quem é responsável por sua implementação. O conceito “Desenvolvimento Sustentável” foi apresentado em 4 de outubro de 1987 no Relatório “Nosso Futuro Comum” pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), sendo definido como “aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades”.

Em 1992, a responsabilidade estava como os países. Mas de forma diferenciada. Na Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro (RIO 92), entre outros temas, representantes de 175 países discutiram sobre as mudanças climáticas, desmatamento, biodiversidade e foi criada a Agenda 21 para que todos os países pudessem adotar o desenvolvimento sustentável. No caso das mudanças climáticas foi criado o Princípio das Responsabilidades Comuns, porém Diferenciadas que reconhece as diferentes parcelas de responsabilidades dos países, de acordo com seu nível de desenvolvimento histórico. Ou seja, os países desenvolvidos teriam mais responsabilidades nas ações, pois o aquecimento global foi provocado, principalmente, pelos gases acumulados na atmosfera por muitos anos de suas atividades industriais.

Desta forma, em 1997, foi estabelecido o Protocolo de Kioto, acordo mundial contra o aquecimento global com metas quantificáveis apenas para os países desenvolvidos: reduzir em 5 % suas emissões de gases estufa até 2012, tomando como base os níveis de 1990. Este protocolo pretendia fomentar o Desenvolvimento Sustentável através de ações práticas dos Governos, responsáveis pelas políticas públicas, e da iniciativa privada, responsável pela implantação de tecnologias menos poluidoras.

Hoje, 20 anos depois da definição de Desenvolvimento Sustentável, as mudanças climáticas representam risco ao planeta e são cada vez mais associadas com as ações humanas, principalmente a queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás) e o desmatamento. Apesar da percepção crescente de que o aquecimento global é um fato técnico, as mudanças climáticas já se transferiram das reuniões científicas para o centro da política mundial. As intenções e declarações feitas por líderes mundiais dos países desenvolvidos, que não pretendem alterar seus padrões de produção e consumo, demonstram que, em rápidos cinco anos, setores inteiros da economia brasileira serão submetidos a um novo tipo de regulamentação. Explicando: os Estados Unidos, só admitem discutir metas de redução de gases estufa caso elas sejam compulsórias também para os países em desenvolvimento, já que suas emissões de gases estufa estão crescendo e logo alcançarão a dos países industrializados.

Assim, em 2012, existe a possibilidade real do Brasil, China e Índia terem responsabilidades a seguir quando se inicia a segunda etapa do Protocolo de Kioto. China e Índia através de compromissos na redução da queima de carvão para geração de energia elétrica e o Brasil respondendo pelo controle do desmatamento da floresta amazônica e setores industriais específicos. O processo de negociação das responsabilidades pós 2012 será uma longa troca de opiniões entre os países, segmentos da sociedade, organizações governamentais e não-governamentais, abrangendo as diversas dimensões do risco das mudanças climáticas. As incertezas científicas ainda existentes é um dos problemas principais a serem discutidos e exigirão o exercício intensivo do diálogo.

Desenvolver de uma forma sustentável abrange as limitações das tecnologias atualmente disponíveis e a capacidade da biosfera em absorver os efeitos das atividades humanas. Por isto, ações eficazes para combater as mudanças climáticas requerem decisões globais, consenso e compartilhamento de responsabilidades para com o mundo e com as gerações futuras. Os países desenvolvidos precisarão assumir o passivo ambiental existente sobre as cabeças de toda a população mundial provocado por séculos de industrialização. E os países em desenvolvimento podem contribuir se apoiados em recursos vindos dos países desenvolvidos.

Em função dos diferentes interesses envolvidos, o desafio da plena implementação do Desenvolvimento Sustentável é complexa e apresenta - além da questão ambiental, tecnológica e econômica - uma dimensão cultural e política, exigindo uma decisão multilateral que distribua responsabilidades de forma justa entre todos os países do mundo, aprofundando os compromissos dos países desenvolvidos e estendendo as obrigações para outros países.

29 de jun. de 2009

Cinto de Segurança

Apesar do uso do cinto de segurança já ser uma realidade, pelo menos nas grandes cidades brasileiras, vale a pena ver este vídeo sobre o risco de acidente de trânsito.

De Martini

10 de jun. de 2009

Educação (Ambiental) começa no berço



Pessoal,

Este vídeo de 40 segundos é a mais recente campanha da WWF. Vale a pena conferir.

De Martini

1 de jun. de 2009

Programa "O Planeta em Transformação"

Pessoal,

O Luiz Fernando Lopes, além de engenheiro florestal e analista ambiental no Parque Estadual da Tijuca, trabalha voluntariamente na Radio Rio de Janeiro (1400 AM) no Programa "O Planeta em Transformação" que trata sobre assuntos socioambientais. O programa tem um quadro de entrevista cujo objetivo é mostrar o que os profissionais estão fazendo para melhorar as condições de vida no planeta, tanto ambiental quanto social. Já tive oportunidade de ser entrevistado pelo Luiz Fernando quando conversamos sobre Auditorias Ambientais.

Nesta quarta, 03/06/09, vai ao ar a entrevista com Cibele Paiva sobre passivos ambientais.

"O Planeta em Transformação" vai ao ar todas as quartas-feiras, às 15:00 horas pela Rádio Rio de Janeiro 1400 AM ou www.radioriodejaneiro.am.br clicar em ouça a nossa programação. Vale a pena conferir.

De Martini

22 de mai. de 2009

Lançamento do Livro Gestão Ambiental na Indústria

Pessoal,

Eu e o Gusmão agradecemos a participação de todos vocês ontem no lançamento do nosso livro. Também foi uma honra para nós fazer esta tarde/noite de autógrafos no CRQ. As fotos estão disponíveis no site abaixo.

http://picasaweb.google.com/gestaoambientalnaindustria

Valeu !
De Martini

15 de mai. de 2009

Minc e Mudanças Climáticas

foto: L. Andrade

Pessoal,


Na sexta-feira passada assisti no auditóriocapela da UERJ, casa lotada, uma palestra do Carlos Minc sobre as Mudanças Climáticas e o Brasil. Ele falou sobre os enormes obstáculos colocados pela banca ruralista e os progressos que o Brasil já conseguiu este ano com a redução do desmatamento na Amazônia.
Mas como o desmatamento era enorme, e um simples voo comercial para Manaus ou Belém comprovam isto, os números atuais ainda são muito ruins.

Um fato novo e importante foi a definição de metas de redução do desmatamento, divulgadas publicamente para a comunidade internacional, o que ganhou elogios como os do Al Gore.


Após a palestra, entreguei para o Minc um exemplar do livro "Gestão Ambiental na Indústria", em que ele fez a apresentação.


De Martini

12 de mai. de 2009

Convite de Lançamento do Livro Gestão Ambiental na Indústria

Pessoal,

Eu e o Antônio Carlos Gusmão lançaremos em 21/05/09, quinta-feira, no Conselho Regional de Química, a partir das 16:00 h, a edição revista e ampliada do livro Gestão Ambiental na Indústria, contendo a nova legislação ambiental brasileira, a versão mais recente da NBR ISO 14001 e outros temas relevantes para o fortalecimento e a capacitação dos profissionais responsáveis pela gestão ambiental nas empresas.

O Conselho Regional de Química fica na Rua Alcindo Guanabara, nº 24 / 13º andar - Centro - Rio de Janeiro.

Espero por vocês.

De Martini

9 de mai. de 2009

Controle de Transmissão de Gripe Suína em Portos

Informativo De Martini Ambiental, maio/2009


Uma das formas de transmissão da gripe suína é através dos resíduos sólidos gerados a bordo das embarcações procedentes de outros países. Por isto, os portos são locais estratégicos para se evitar a entrada de doenças internacionais como esta pandemia.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que estamos em uma situação de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional com nível de alerta 5 (em uma escala máxima de 6), já com casos confirmados em mais de 20 países, inclusive no Brasil.


Esta “importação” involuntária e não desejada deve ser controlada através de Boas Práticas Sanitárias, e os resíduos sólidos gerados a bordo das embarcações procedentes de outros países devem ser classificados como potencialmente infectantes e tratados antes da disposição final. Esta classificação segue a Resolução RDC ANVISA n° 56, de 6/08/2008, que estabelece as diretrizes para o gerenciamento de resíduos sólidos em Portos, Aeroportos, Passagens de Fronteiras e Recintos Alfandegados visando evitar a propagação de doenças e proteger a saúde da população e o meio ambiente.


Todos os Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos - PGRS já aprovados ou apresentados à ANVISA deverão se adequar a esta resolução, e deverão cumprir as Boas Práticas Sanitárias no Gerenciamento de Resíduos Sólidos descritas na Resolução RDC ANVISA n° 56/08.


Veja no site www.ddsonline.com.br/dds-premium.html um vídeo com De Martini explicando mais detalhes do controle da transmissão da gripe suína em portos.


Desde que seja citada a fonte, permitimos a reprodução, em qualquer meio, de trechos ou da íntegra deste informativo, sem necessidade de autorização prévia


6 de mai. de 2009

Vantagens da Auditoria Ambiental



Entrevista de Carlos Minc e Luiz Carlos De Martini no Programa Sem Censura comentando as vantagens da auditoria ambiental legal compulsória.