1 de mar de 2010

Breve História do Clima

foto: truehuger

Existem cada vez mais evidências de que as mudanças climáticas no mundo estão sendo provocadas pelo próprio homem.

Esta história está acontecendo agora e todos nós somos participantes dela, com destaque para os profissionais responsáveis pela gestão ambiental no ambiente industrial, pois envolve, por exemplo, a combustão de derivados de petróleo e os compostos químicos gerados nesta combustão que provocam a alteração no clima da Terra.

Como nem todas as pessoas acompanham esta novela desde o início, não conseguem entender as ações atuais, os novos lances, os suspenses e até as participações dos seus diversos atores. A única diferença em relação a uma novela é que o assunto “mudanças climáticas globais” não é uma obra de ficção, muito pelo contrário.

Para que todos possam acompanhar o desenrolar dos próximos capítulos, abaixo é apresentado um resumo com os principais momentos de 1810 até agora.

De Martini

1810: Com o início da Revolução Industrial começa a produção de gases de efeito estufa (responsáveis pelo aquecimento do planeta) em larga escala pelo homem, especialmente, dióxido de carbono (CO2), emitidos na queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) para a geração de energia e transporte.

1961: A Organização Meteorológica Mundial, órgão das Nações Unidas,começa a registrar anualmente a temperatura média global da superfície da Terra, verificando, a partir de então, o aumento progressivo desta.

1992: Na Rio 92 os países decidem atuar no controle das emissões dos gases de efeito estufa estabelecendo responsabilidades e deveres diferentes: os países industrializados teriam maior responsabilidades nas ações, pois, o efeito estufa foi provocado, principalmente, pelos gases acumulados na atmosfera por muitos anos de geração.

1997: Em Kioto (Japão) foi estabelecido um acordo contra o aquecimento global, conhecido como Protocolo de Kioto, estabelecendo metas para os países industrializados: redução da emissão de gases dos efeito estufa, na média em 5 % em relação a 1990. Os países em desenvolvimento não precisam cumprir metas. Este Protocolo só passaria a vigorar quando aprovado por países que representem, no mínimo, 55 % das emissões totais de CO2 em 1990, o que só ocorreu em 2005 quando a Rússia assinou o protocolo, já ratificado por mais de 118 países, que passou a ser considerado o Tratado de Kioto, mesmo sem a aprovação dos Estados Unidos da América, que representam sozinhos por 25 % das emissões mundiais de CO2.

O Brasil conseguiu incluir um instrumento no Protocolo permitindo que investimentos feitos nos países em desenvolvimento, que reduzam gases do efeito estufa possam ser contabilizados (créditos de carbono) pelos países industrializados e reduzidos de suas metas. Estes investimentos poderiam ser certificados (Certified Emissions Reductions – CER), através de padrões internacionais e comprados por empresas ou governos.

1998: Na época foi o ano mais quente da história, 0,55 °C acima da média anual.

2002: Na época foi o segundo ano mais quente da história, 0,48 °C acima da média anual.

2003: Na época foi o terceiro mais quente da história, 0,45 °C acima da média anual. O verão europeu de 2003 foi o mais quente em 500 anos. Pesquisa da Universidade de Berna, publicada na revista Science, que analisou dados de amostras geológicas, biológicas e registros históricos (a temperatura passou a ser registrada na Europa a partir de 1750). O estudo informa também que os 10 verões mais quentes da Europa foram os dos últimos 10 anos. Nos últimos 10 anos o inverno europeu também tem sido mais quente do que a média história.

2004: A NASA, agência aeroespacial americana, sustenta que o ciclone Catarina que atingiu o Sul do Brasil em março, era um furacão formado pelo aumento das temperaturas da superfície das águas no Atlântico Sul.

Neste ano, ainda sem o Protocolo de Kioto aprovado, foram criados mercados para a comercialização de créditos de carbono. O Governo Brasileiro oficializou em maio os dois primeiros projetos brasileiros (no Rio de Janeiro e Bahia) para serem comercializados internacionalmente.

2008: Registrou as temperaturas mais altas desde 1850.

2009: Foi o quinto ano mais quente da História e a década de 2000 foi a mais quente já registrada. A reunião de Copenhague não chegou a definir metas ambientais. Apesar da urgência e importância, o assunto foi adiado para o final de 2010.

Desde que seja citada a fonte, permitimos a reprodução, em qualquer meio, de trechos ou da íntegra deste informativo, sem necessidade de autorização prévia.

3 comentários:

Janete Chaves disse...

Nestes TEMPOS MODERNOS que os EUA e China querem armar uma CAMA DE GATO contra o mundo, precisamos reagir para VIVER A VIDA.
Janete Chaves

Voto distrital disse...

Precisamente, ainda não existem evidências de que as mudanças climáticas no mundo estão sendo provocadas pelo próprio homem. Existem estudos que indicam uma probabilidade cada vez maior. Atualmente, segundo o próprio IPCC e a EPA, estamos entre 90 e 99% de probabilidades. David, dvianna3@gmail.com

Luiz Carlos De Martini disse...

Contei com o auxílio luxuoso do amigo Chrispim que me alertou para uma informação desatualizada neste texto, já corrigido, sobre a aprovação do protocolo em 2005 após a adesão da Rússia.